Vale a pena conhecer Joanesburgo na África do Sul?

Atualizado: 1 de Nov de 2019

Olá meus amigos viajantes!!


Mais uma vez aqui trazendo pra vocês dicas de viagens incríveis. Desta vez eu fui para África do Sul, um país fantástico e cheio de histórias para contar. É de certo uma viagem cheia de conhecimento, boa gastronomia, lindos hotéis, e um povo acolhedor.


Joanesburgo não é tradicionalmente conhecido como um destino turístico, mas a cidade é um ponto de conexão para a Cidade do Cabo, Durban e o Parque Nacional Kruger.


Portanto, mesmo que você não planeje conhecer Joanesburgo, mas pretende ir ao Kruger Park, vai passar pelo menos fazer conexão no aeroporto da cidade, já que a maioria dos vôos para esses destinos saem de Johanesburgo.


É por essa razão que o aeroporto de Johanesburgo, o Oliver Tambo (que fica bem distante do centro) possui muitos hotéis. Tem até hotel dentro da sala de embarque, para aquelas conexões em que o passageiro nem desembarca na cidade.



E cuidado com aquela promoção de hospedagem no aeroporto!!! O Hotel com desconto pode estar dentro da sala de embarque, e neste caso você precisa ter feito o check in para entrar, ou seja, se você estiver em Johanerburgo não vale a pena, pois o check in só começa 3 ou 4 horas antes do vôo. Esses hotéis são realmente para quem está em conexão e não precisará fazer check in na cidade.


Tive um contratempo com minha reserva de hotel para pernoitar no aeroporto, justamente porque o check in da cia aérea não estava aberto ainda e não poderia entrar na sala de embarque.


Veja como foi minha experiência no aeroporto de Joanesburgo ----AQUI.


O Turismo em Johanesburgo se concentra em torno dos museus de história do país, tais como o Museu do Apartheid e o Museu Hector Pieterson. O Gold Reef City, um grande parque de diversões no sul do distrito de Central Business, também é um importante destino para os turistas. Também o Zoológico de Joanesburgo que é um dos maiores do país.


Minha impressão de Joanesburgo foi inicialmente achar um lugar estranho, com poucas cores, diferente do que eu imaginava encontrar em continente Africano. Aquela cidade com mais de 4 milhões de habitantes aos poucos foi revelando seu lado cultural, gastronômico e histórico.




Eu estava curioso para conhecer o Soweto, um gigantesco bairro localizado na região sul de Joanesburgo com populacional estimada em mais de 1.2 milhão de habitantes e que se estende por mais de 200 quilômetros quadrados. O Soweto teve grande importância por conta do apartheid, tendo figurado como uma cidade independente de Joanesburgo dos anos 1970 até o final dos anos 1990.


Além do Soweto, estava em minha lista de viagem conhecer o Museu do Apartheid (ou museu Nelson Mandela), a região do Melrose Arch e a gastronomia local de restaurantes como o Moyo.



Confesso que muitas vezes a cidade me parecia maior do que eu imaginava. Mas não foi difícil ir se entregando ao local.


Ficamos hospedados num complexo de hotéis e lojas integrados, na região de Sandton (Gauteng), no Mandela Square. O Hotel Michelangelo foi uma escolha acertada em nosso roteiro. Excelente instalação, com acesso direto ao shopping, café da manhã incrível (inclusive com muitas opções árabes), elevador panorâmico, piscina, academia, realmente surpreendente.


Já no primeiro dia de viagem, fizemos um tour pela cidade com o ônibus de turismo. Pudemos ver a dimensão do tamanho da capital.


O ônibus de turismo não passava pela região do Mandela Square, o que achamos super estranho, por se tratar de região bastante turística. Apesar disso, o ônibus passa por pontos turísticos importantes como o Zoológico da cidade, o centro financeiro, e até por bairros residenciais de luxo, o que nos mostra também a desigualdade social que os sul-africanos ainda enfrentam.


O último ponto do ônibus de turismo é o Museu do Apertheid (Mandela Museum),

que fica exatamente em frente a entrada do Soweto. O passeio que leva para dentro do bairro é a parte, pois o ônibus grande não entra no bairro e o passeio a partir daquele ponto é feito de VAN. Obs.: A Van não está inclusa no mesmo ticket do ônibus, e deve ser comprada a parte. Prefira comprar com antecedência pois pode não haver vagas.



Descemos no Mandela Museum, este lugar que conta a história de um dos maiores símbolos da resistência negra contra leis claramente preconceituosas, antiraciais, é um lindo prédio com áreas abertas e salas de exposição com filmes, cartazes, e até um tanque de guerra.


Depois do Museu Nelson Mandela era hora de visitar o bairro em que ele viveu. A história mostra que a violência em larga-escala de Soweto estourou em 1976, quando o Conselho Representativo de Estudantes organizou protestos contra o ensino da língua africâner, considerada como a língua opressora, em escolas negras. A polícia abriu fogo em uma dessas manifestações, e 1000 pessoas morreram nos doze meses seguintes. Um dos mártires mais famosos foi Hector Pieterson, que mereceu um grande museu dedicado a sua memória, mas que infelizmente não deu para conhecer nessa viagem.



Uma das coisas que me intrigou bastante foi saber que o Africaner não é uma língua que orgulha aos sulaficanos e sim é considerada uma língua opressora.


O africâner (afrikaans) surgiu na região do Cabo da Boa Esperança na África do Sul como resultado da interação entre os colonos europeus, na sua maioria de origem holandesa - misturados com franceses e alemães. O vernáculo da colônia tornou-se conhecido na Europa como holandês do Cabo. Posteriormente, foi chamado também holandês africano.


Portanto, não é agradável que os turistas fiquem pedindo para os sul-africanos falarem em africâner, muitos podem não gostar.


As regras do apartheid foram abolidas em fevereiro de 1990, e desde as eleições de 1994, Joanesburgo se viu livre das leis discriminatórias.



Voltando para a região de Sandton, podemos nos deliciar com incríveis Restaurantes instalados, em sua grande maioria, nos hotéis do complexo Mandela Square. O restaurante do Hotel Sandton Sun tem uma linda vista da cidade e um cardápio de carnes e massas excelente.



Em nosso último dia na cidade fomos almoçar no Melrose Arch.

Uma rua com restaurantes badalados, gastronomia internacional. É também onde fica o conhecido Restaurante Moyo e seu tradicional cardápio típico africano. Fantastico! É um local excelente para ir a noite também.




O que conhecer em Joanesburgo:


Museu Nelson Mandela – ônibus de turismo;

Bairro do Soweto – ônibus de turismo (outro ticket);

Mandela Square (shopping, bares e restaurantes);

Melrose Arch (bares e restaurants – Moyo);



Para ver as tarifas do hotel Hotel Michelangelo ----AQUI.

Esse eu gostei bastante, os quartos são clássicos, tem vista para a cidade, o café da manhã era impressionante ia de feijão com chilli a comida árabe, a piscina era bem interessante tb, academia pequena e uma linda vista do elevador panorâmico. Tinha tarifas muito boas pela qualidade do hotel


E as tarifas do Hotel Sandton Sun --- AQUI.

Esse hotel tem um excelente restaurante aberto ao público. Vale a pena conhecer mesmo sem estar hospedado, como fizemos.



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