1. HÁ MUITAS FORMAS DE CONHECER O PAÍS, DESCUBRA A SUA


A Índia é um país continental. Norte e Sul proporcionam diferentes tipos de viagem. Se você procura algo mais turístico, e apenas uma experiência que você veja de certa distância a cultura local, prefira roteiros luxuosos pelo norte. Estes incluem castelos, monumentos, transfers e hotéis exclusivos.



Hotel 5 estrelas em Madurai, sul da Índia

Outra forma de conhecer a Índia é imergir na cultura local, ainda que turisticamente. Nesse tipo de roteiro você vai caminhar pelas cidades, ter mais contato com as pessoas, com a vida nas ruas, nas lojas, dar oferendas, participar de celebrações. Hotéis 5 estrelas e transfers privados.



E foi assim que eu conheci o sul da Índia. A todo instante tínhamos oportunidades de interagir com a cultura local conhecendo as comidas de rua, os sadhus (homens considerados santos que vivem nas montanhas), fazer oferendas nos templos, etc.


Outra forma mais raiz de conhecer a Índia é se entregar a identidade cultural local, fazendo roteiros em grupo ou sozinho com maior foco nas celebrações religiosas, nas hospedagens em Ashrams, em peregrinações. São roteiros totalmente possíveis de serem feitos mesmo para quem vai pela primeira vez. Conheci muitas pessoas que se entregaram à Índia assim e depois retornaram diferente. Mas não é para qualquer um, tem que estar preparados e dispostos.




2. VOCÊ VAI ENCONTRAR POBREZA EM QUALQUER ROTEIRO PELO PAÍS


Independente do roteiro, sim a Índia é um país que não esconde sua pobreza. Ela está nas vielas e nas principais ruas das grandes cidades. Mas é uma pobreza diferente. Em nenhum momento me senti ameaçado ou indignado, como supunha. É uma especie de pobreza estrutural, espiritual, cultural em que nada tem a ver com a miséria e a tristeza de muitos outros lugares do planeta.



Além disso, muitas vezes você vai se deparar com religiosos e peregrinos e achar estranho pelo jeito que se vestem, mesmo sendo eles universitários, comerciantes, etc.


Universitários e Peregrinos em dia de celebração em Madurai


3. É BARATO, MAS DEPENDE...


Nem todos os lugares são baratos. E nem tudo é barato. Em minha experiência pelo sul da Índia, paguei jantar em hotel por R$120, (cento e vinte reais) – fora bebidas; vi tapetes em lojas aparentemente simples que chegavam a custar 70 mil reais! Suveniers – uma estátua de Shiva – em madeira que custava mais de 1mil reais e por ai vai.



Tudo depende do que você procura. Não vi muita diferença de preços de um lugar para outros. Realmente depende do que você procura. Produtos ayuvédicos são bem interessantes e mais baratos que no Brasil.



Os bufês nos hotéis variavam um pouco: de R$60 – R$120 (reais). Os pratos a la carte do hotel 4 estrelas em Pondicherry, por exemplo: com camarão grande, risotos, e até carne custavam em torno de R$60. E foi um dos melhores lugares que comemos em toda a viagem.


Tuk Tuk custava em torno de R$5 a R$10, para boas distâncias.


Hotéis 5 estrelas podem custar em torno de $100 dólares.


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4. PREPARE-SE PARA VOOS LONGOS, AEROPORTOS LOTADOS, E MUITA INSPEÇÃO DE BAGAGEM


São mais de 13mil quilômetros do Brasil até a Índia. Não há voos diretos! Fomos de Emirates do Rio para Dubai e de Dubai para Chennai (nossa primeira cidade no país).




Na Índia, eles levam muito a sério a inspeção de documentos e bagagens. Imagina se fosse diferente num país com mais de 1bilhão de pessoas!


Para entrar ou sair dos aeroportos qualquer pessoa deve ter bilhete de alguma cia aérea, caso contrário nem entra. Não entra no saguão do aeroporto sem ter documentos verificados por pelo menos duas filas. Vários raios-X.


um dos rai-X do aeroporto de Madurai. Foram pelo menos 5 verificações de documentos e/ou bagagens

Nas chegadas e partidas, os guichês demoram até verificar a documentação, fazem algumas perguntas. E diferentemente de toda a pacificidade que encontramos nas ruas, nos aeroportos eles são mais sisudos e até mais mal-educados (estávamos num grupo de 18 pessoas e aconteceu da mesma forma com quase todos).


Inclusive na hora de abrir as malas de mãos eles vão embora e nem respondem se esta tudo bem, se podemos fechar, etc.


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Portanto a dica é mantenha seus documentos em mãos e cuidado para não perdê-los na confusão de pessoas na frente do aeroporto.



5. VACINA DE FEBRE AMARELA (IMPRESCINDÍVEL)


É preciso ter a vacina em dia. Observação: Tome a vacina pelo menos 10 dias antes do voo, senão não terá validade e podem te deixar de quarentena. Mantenha seu cartão de vacinação junto com o passaporte.


Importante saber: o cartão de vacina oferecido pelas clinicas particulares ou postos de saide deve ser trocado no posto da ANVISA no Aeroporto da sua cidade. Portanto, não deixe esse documento para cima da hora, pois os postos da Anvisa tem horários determinados de funcionamento e não são 24horas.



6. UTILIZE COM FACILIDADE OS TUK TUKS


O trânsito é caótico e barulhento, mas eles se entendem assim. Aos poucos você vai percebendo que os diferentes sons das buzinas tem seus significados. Vai ficando até divertido, pedimos várias vezes para nosso motorista mudar o estilo da buzina (eram pelo menos uns 3 estilos diferentes em nosso carro).


Os tuk tuks são fáceis, rápidos e super baratos. Abuse deles e das fotos! Vai ser incrível! Pague sempre em rúpias e acerte o valor antes.






7. SE VOCÊ QUER FAZER SÓ TURISMO VÁ PARA O NORTE, SE QUISER CONHECER OS PRINCIPAIS TEMPLOS HINDUS VÁ PARA O SUL


Norte e sul proporcionam viagens diferentes. Enquanto no norte as pessoas buscam o Taj Mahal e cidades a beira do Ganges, no sul a viagem é pelos templos Hindus, principalmente na cidade de Madurai onde fica o maior e mais importante templo da Índia, também onde fica a cidade de Auroville (única experiência no mundo), resorts a beira mar, cidades de influência francesa, etc.


Além disso, o sul é mais quente (mesmo no inverno indiano) enquanto no norte faz bastante frio.