O dia em que descobri Paramahansa Yogananda e a busca pela felicidade

Atualizado: Jun 4



Céticos, materialistas, de poucos rituais, atropelados pelas rotinas, ainda que chamemos isso tudo de “correria do dia a dia”. Esse talvez seja o panorama do homem moderno, aquele elogiado por trabalhar demais, um “workholic”. Contestado pela nova geração que não espera o futuro para ser feliz, nos traz à tona a velha e nobre busca pela felicidade.



Mas onde estará guardada essa tal felicidade? Momentânea? Inesperada? Atribuída à coisas? À pessoas?


Muitas vezes a gente nem se depara com esses questionamentos. A vida segue, “corrida”, rotineira, sem que possamos exercitar o existencialismo que nos envolve, do qual somos parte fundamental simplesmente por sermos humanos.


Existir, buscar felicidade. Essas coisas acontecem em nossas vidas cedo ou tarde, ou nunca. Eu pessoalmente sempre questionei a felicidade tentando defini-la, encapsular aquilo que é uma viagem introspectiva e repleta de liberdade.


Assim, comecei uma jornada em busca primeiramente do “eu”, na tentativa de enxergar o universo além das fronteiras do tempo, do espaço, do material. É sem dúvidas uma busca espiritual para ir além daquilo que nos reveste de deveres diários, como se buscássemos nosso lugar no eterno.


Certo dia, nessa busca quase sem querer, me deparei com um jogo quântico: “toks para se tocar”, uma experiência indicada para momentos que envolvem questões existenciais e busca de autoconhecimento. E foi surpreendente tudo que me aconteceu.



Primeiro por acessar outras dimensões da consciência e me fazer perceber o que eu estava precisando para criar coragem, autonomia, força, nesse encontro comigo mesmo. Não é uma tarefa fácil o autoconhecimento. Por isso esse não foi o primeiro passo, mas sim, um momento de despertar, de reconhecer a importância da jornada que me levaria a outras descobertas.


E assim, algumas decisões foram sendo tomadas, uma espécie de aura espiritual realmente me deu força, resiliência a partir daquele jogo. E fui em busca de novas fontes de conhecimento, espiritualidade, de encontros. Para minha surpresa, muitas vezes nessa busca, fui levado à Índia, um país que em minha lista de viagens sempre ficou nos últimos lugares.



Há muita inquietude e resistência no que se refere a sair da zona de conforto. Mas me coloquei à disposição dessa aura energética e fui buscar mais informações sobre essa terra para muitos sagrada.


Há dez anos, ouço um casal de amigos falar desses reencontros em viagens por aquele país. Conhecer os Himalaias, os templos, a região sul e sua influência francesa, e um guru espiritual: o Paramahansa Yogananda.


A “autobiografia de um Iogue” se tornou meu livro de cabeceira. As descobertas parecem infinitas. Sua trajetória rumo ao ocidente materialista, permite-me com gratidão que eu veja suas origens na Índia com um sentimento de generosidade e desejo de estar lá, onde tudo começou.


A vida é repleta de recomeços.


Em sua autobiografia, o mestre Yogananda fala de sua decisão em mudar para a América com o “conforto da permissão divina”. Partiu da Índia em agosto de 1920 a bordo de um navio de passageiros após o término da Primeira Guerra Mundial. Aqui no ocidente, deu aulas, escreveu livro de poesias, de preces e de pensamentos, foi recebido por presidente, influenciando-o em seu discurso para sua nação. “A Índia materialmente pobre durante séculos, ainda possui um lastro inesgotável de riqueza Divina”, disse certa vez.


A autobiografia conta também que o mestre Yogananda às vezes (geralmente no início do mês quando se acumulavam as contas de manutenção da sede da Self Realization fellowship) sentia saudades da paz singela de sua terra natal.


Em 2020, faço minha primeira viagem à Índia. Buscas? Reencontros? Não poderia deixar de atender ao chamado dos meus amigos Rebeca e Mohan e sua paixão que nos envolve e os move a partir e voltar tantas vezes. Um jogo quântico, autoconfiança, força, espiritualidade, e agora essa incrível viagem. Os primeiros passos para conhecer um mundo cheio de novidades e de recomeços.


A felicidade é uma busca constante pela felicidade.


Registro aqui, meu primeiro:


Namastê.





Rebeca & Mohan, da Govinda Turismo, operadora de viagens especialista em roteiros pela Índia. https://govinda.tur.br/


“toks para se tocar”, foi elaborado pela psicoterapeuta Thanya Jacob a partir da integração de experiência de sua atividade profissional, conhecimento do Tarô e o Jogo da Oca. (41-99928.3344)


Namastê é um cumprimento ou saudação com origem no sânscrito. Namaskara é considerado uma forma ligeiramente mais formal, mas ambas as expressões revelam um grande sentimento de respeito. É utilizada principalmente na Índia e no Nepal por hindus, sikhs, jainistas e budistas.


Para quem é devoto de Paramahansa Yogananda, mais informações sobre a perigrinação na Índia: https://bit.ly/2MDLlKz

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